Oi gente...bom, depois das apresentações da família, agora vou tentar contar um pouco da minha história de vida pra vocês...num sei se vou conseguir contar de forma cronologicamente correta, por que os episódios e vivências se misturam, mas vou tentar me organizar, eu prometo..caso contrário, vou comentando o que vier na cabeça, de acordo com o que eu for lembrando rs....
Saí do hospital, agora é hora de ir embora e começar a
experiência da vida. Nessa época morávamos em Caxias-MA. Minha mãe ficava só em
casa cuidando de mim e meu pai era quem trabalhava para nos sustentar. Não
éramos ricos, mas vivíamos relativamente bem. Papai trabalhava em rodoviária e
mamãe era dona de casa e mãe em tempo integral é claro. Quer dizer, em tempo
quase integral, pois eu dei o ar da graça justamente quando a mami estava
cursando o último ano do colegial. Para concluir a escola mami teve que me
deixar aos cuidados de uma moça, a quem eu chamava de mamãe Dinaura. A mami
deixava minha comida pronta e a mamãe Dianura, criança na época , tinhas uns 10
anos, era quem me alimentava e cuidava de mim até minha mami chegar da escola.Mamãe
sempre dizia que eu era uma criança muito amada, e na medida do possível mimada
é claro, afinal eu era filha única..Lembro-me que tudo o que eu queria, caso
minha mãe não me desse, pedia pro meu pai, tinha até uma frase que eu lembro-me
muito bem: “Ah se você não me der, eu vou pedir a papai beleléu”!!! e ele me
dava, lembro que tudo o que eu pedia o meu pai me dava, só não me dava mesmo se
não tivesse ao seu alcance. Lembro-me dos sacos enormes de balas que ele trazia
do trabalho e que eu pegava as balinhas escondidas no armário, lebro-me dos
danones, de todos os tipos, vermelhinhos, rosinhas, eu achava aquilo a coisa
mais linda, além de achar uma delícia é claro, pois que criança não gosta de
guloseimas!!! Em fim, lembro-me de muita coisa, que aos poucos vão sendo
reveladas no decorrer deste blog. Bom, mas vamos lá, ainda estou na
infância né....as lembranças se misturam,
as imagens aparecem na minha mente como flashs, como se fossem episódios
isolados. Quando era criança, morria de medo do caminhão de lixo, acho que é
por isso que até hoje odeio o barulho daquele caminhão!!! A mami dizia que eu pequenina, deveria ter uns 03 aninhos, adorava ficar
sentadinha na porta da frente de casa brincando...é, na porta da frente, porque
como morávamos em cidade pequena, a porta da frente ficava aberta, num é como
aqui que vivemos trancados sem saber sequer quem mora do nosso lado...bem,
continuando...adorava brincar sentada no degrausinho da porta de casa, então
quando avistava de longe o caminhão do lixo, corria pra debaixo da cama e me
escondia até que o caminhão passasse..sei lá,
acho que tinha a impressão que o caminhão ia me pegar....corria, era
maneira de dizer, pois nunca pude sentir ou experimentar a ação deste
verbo...eu me engatinhava....me recordo de engatinhar bastante, esta era a
forma de me locomover pelos lugares, era me arrastando pelo chão.... De Caxias
fomos morar em Peritoró, uma cidade também no Estado do Maranhão, após mami ter
concluído o colegial, aí sim ela passou a ficar somente em casa, cuidando de
mim. Até os dois anos de idade, éramos a família perfeita, praticamente uma
família de comercial de margarina, pai, mãe e filho vivendo na mais perfeita
harmonia.
Estou gostando muito do seu blog, cada dia uma emoção. Estou vendo que de vidro mesmo, só o nome desta doença, pq vc me parece ser muito forte e guerreira!!! Bjs querida
ResponderExcluir@elipoli